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O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 10 – 22/06/2025

SEMEADOR Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 10 – 22/06/2025 Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba Certo

O SEMEADOR | Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 10 – 22/06/2025

SEMEADOR

Semanário Bíblico-Pastoral – Ano 1 – Número 10 – 22/06/2025

Vicariato para a Educação – Arquidiocese de Curitiba

Certo dia, Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és  Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas Jesus perguntou: “E vós,  quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Mas Jesus proibiu-lhes severamente que  contassem isso a alguém. E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. Depois Jesus disse a  todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. Pois quem quiser  salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”. (Lc 9, 18-24). 

“E vós, quem dizeis que eu sou?” 

Esse trecho do Evangelho (Lucas 9,18-24) é profundamente desafiador e central, pois na caminhada  litúrgica feita pela Igreja Católica, vem após o Ciclo da Páscoa, como a nos desafiar a assumir: o Senhor  Ressuscitado quer que o sigamos, para com Ele, também vivermos nossa Páscoa, ao entrar na plenitude  dos tempos. Mas, em primeiro lugar, vamos ao discipulado, isto é, em pensar nas condições (na cruz)  para seguir o Mestre e Senhor, até o Reino em plenitude. Porém, começamos pelo aqui e agora.  

Dada a forma como concebemos nossa religião, ou toda a nossa prática religiosa, nós bem respondemos  a pergunta sobre quem é Jesus em nossas vidas. O meu conceito de Deus, de religião, fé e vida, dirá  sobre o Jesus que eu estou a seguir. Então, como ressoa em nossos ouvidos a pergunta: “E vós, quem  dizeis que eu sou?” No Evangelho de hoje, Jesus primeiro pergunta o que os outros dizem a respeito  Dele, e as respostas são variadas: João Batista, Elias, um profeta. Mas depois Ele se volta diretamente  aos discípulos com uma pergunta que até hoje é presente: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 

Essa não é apenas uma curiosidade histórica. Pois, Jesus continua fazendo essa pergunta a cada um de  nós: “E vós, quem dizeis que eu sou?”, seria Jesus para nós, um mestre? Um símbolo religioso? Um  exemplo moral? Ou ainda, diante da cultura religiosa, cristã e católica, ainda o reconhecemos como  Mestre e Senhor de nossas vidas? São Pedro é aquele que responde com fé: “O Cristo de Deus.” Uma  confissão poderosa, mas que ainda precisava amadurecer em compreensão. 

Todavia, quem é Jesus em nossas relações enquanto educadores, professores, agentes educacionais e  nossos alunos, ou com nossa Comunidade Educativa? No cotidiano de nossa vida escolar, ousemos  nos perguntar: qual é o Jesus que estamos anunciando? Um Deus de esperança? Um Deus que apesar  da dor e da cruz, ainda nos traz a esperança da ressurreição ao terceiro dia? Ou estamos como Pedro,  como que a fugir da cruz, por aquilo em que o Primeiro Para repreende ao Mestre e Senhor quando  fala de sua Paixão.  

Para meditar ao longo da semana 

1) O escândalo da cruz: o Messias sofredor. Logo após a profissão de fé de Pedro, Jesus ainda revela algo  surpreendente: que Ele deverá sofrer, ser rejeitado, morrer e ressuscitar depois de três dias. Isso era completamente contrário às expectativas messiânicas da época, que esperavam um libertador político  ou um rei glorioso. Assim, a resistência de Pedro, além de todo o medo face a cruz. Mas, e enquanto a  nós educadores, quais os nossos medos em assumirmos a cruz, e por sua vez, quais as nossas cruzes  no curso de nossa missão educacional?  

2) Jesus está ensinando que o caminho da salvação passa pela dor, pelo amor doado até o fim e pela cruz.  O sofrimento não é fracasso, mas parte da nossa missão. A cruz, longe de ser sinal de derrota, torna-se  o trono da vitória, e o lugar da transformação pela ressurreição. E, quantas vezes nós anunciamos um  Deus de esperança sobre as cruzes da vida, como por um conselho que damos, uma palavra amiga e a  escuta que oferecemos para um colega e/ou aluno?  

3) O chamado ao seguimento: tomar a cruz cada dia. Depois de revelar seu destino, Jesus convida: “Se  alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.” Este é o coração do  discipulado cristão. Não se trata apenas de acreditar em Jesus, mas de seguir seus passos, assumir a  cruz (as dificuldades, renúncias, escolhas difíceis) e colocar a vida a serviço do amor.  

Vivência concreta 

1) Assumir a Cruz de Cristo é uma entrega diária, assim como um movimento de saída de si mesmo e  das suas seguranças: “Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa  de mim, esse a salvará.” 

2) O mundo nos ensina a guardar, a acumular, a proteger a própria vida. Mas Jesus ensina o contrário: quem vive só para si, se perde. Quem se doa, se encontra. É perdendo a vida no amor que a ganhamos  para a eternidade. 

3) Jesus nos pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Não o respondamos apenas por palavras, por  mais bonitas que elas sejam, não dizem tudo, respondamos com a vida. Sejamos discípulos autênticos,  que seguem o Mestre não apenas quando é fácil, mas também na hora da cruz, seja diante da própria  dor, e assim também diante da dor dos irmãos.

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10 de abril de 2026

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